A gazela acorda com uma vaga insatisfação. Muitas vezes também acontece assim, no meio da tarde, ou no meio daquela reunião em que se pega pensando: ‘o que é que eu estou fazendo aqui?’. Essa pergunta vai gerar um incômodo enorme, que pode durar dias, semanas e ela não vai saber explicar.

Mas o que se tem como única certeza, neste exato momento, é que não vai dar para tocar o barco do jeito que está. Aí depois vem um friozinho na barriga, daqueles que sempre vêm quando as gazelas já sabem que precisam fazer alguma coisa, mas o medo as faz pensar duas vezes – é a famosa hora da mudança. A expectativa passa a ser diferente, pois começa a se perceber que agora é hora de buscar metas mais viáveis, sem tantos sonhos insensatos. E também não se quer mais perder tempo buscando culpados, pois o que se tem como foco é buscar novas saídas.
O medo de mudar vem, mas passa, depois de alguma reflexão. As expectativas são diferentes porque agora é hora de revirar aquelas primeiras metas já feitas: perder 5 quilos, procurar um novo emprego, terminar um namoro ou casamento, mudar de cidade. Decidir não mais encontrar aquela pessoa que lhe dá tanto desgaste, contando tudo de ruim que só acontece com ela. São tantas mudanças possíveis...
Existem, neste momento, mais opções do que se imagina, mas cada decisão representa um impacto em sua e na vida dos demais. E mais, saber o que quer não a isenta de decisões equivocadas – mas o risco pode ser reduzido pelo planejamento, mas nunca extinto, eliminado. E a sabedoria da mudança também está aí. Mas o bacana, deste momento, é que ele é capaz de gerar uma grande revolução. Revolução para viver o retorno de forma diferente, de peito aberto e com a sabedoria, adquirida com todas as experiências anteriores, que a fizeram agora uma gazela melhor.



